"Quando passamos a acreditar que Deus não desiste de nós, nossa consciência pode, paulatinamente, ser induzida a acreditar que não corremos o risco de perder a salvação. Sendo assim, abre-se, diante de nós, um leque abrangente de possibilidades de transgressão dos mandamentos divinos.
Portanto, diz O SENHOR, Deus de Israel: Na verdade, dissera eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém, agora, diz o SENHOR: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos. Eis que vêm dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa de teu pai (1 Samuel 2.30, 31).
Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei (1 Samuel 15.23).
A primeira passagem bíblica mostra-nos Deus rejeitando o sacerdote Eli, por causa de sua falta de zelo pelas coisas sagradas e pela ausência de repreensão para com os seus filhos desviados (1 Samuel 2.12-17, 27-36).
A segunda diz respeito ao rei Saul, que foi duramente repreendido pelo profeta e sacerdote Samuel. Os dois textos transcritos evidenciam o desprezo de Deus.
No Novo Testamento (NT), o apóstolo Paulo diz aos coríntios: ''Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia'' (1 Coríntios 10.12). Por que Paulo advertiu os irmãos desta maneira se Deus não podia rejeitá-los? No versículo dez deste mesmo capítulo, está escrito: “Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador”. Esta destruição é descrita em Números 16.41-49.
Portanto, meus queridos leitores, Deus pode, sim, desistir de nós, caso escolhamos o caminho da prática contumaz do pecado.''